O que é bom para carrapatos?  Resposta: cachorro!

 

 

É impressionante o número de cães atingidos por esse parasita, aparentemente indestrutível, graças ao seu impressionante poder de resistência aos tratamentos comuns.  De fato, uma população de carrapatos, ao se instalar em determinado ambiente torna-se difícil de controlar, devido a algumas particularidades dos hábitos desse pequeno ácaro.  O controle, então, deve levar em conta o ciclo biológico desse parasita, para maior eficácia.  É bom lembrar que individualmente, o carrapato é frágil e não necessita de drogas muito fortes, que acabam por intoxicar o cachorro.  Então, visando conhecer melhor o nosso inimigo para combatê-lo com mais eficiência, eis aí alguns dados desse parasita:

O carrapato é um ácaro, chamado de ectoparasita, pois sobrevive alimentando-se do sangue de seu hospedeiro e, segundo sua espécie, tem ou não preferência por hospedeiros específicos. O carrapato do cão é específico dele e só vai ao homem na impossibilidade de chegar ao seu hospedeiro predileto.

Seu nome é Riphicefalus caninum , também conhecido como  carrapato vermelho do cão.

Muitas pessoas fazem distinção entre a fase larvar (bem minúsculos e vermelhos), a que chamam “micuim” e a fase adulta (ácaros maiores, acinzentados e semelhantes a um grão de feijão), como se fossem dois parasitas diferentes.  No entanto, trata-se da mesma espécie, apenas em fase distinta da vida.

   Quando se encontra um exemplar acinzentado, bem redondo como um grão de feijão, sabe-se que se trata de uma fêmea engurgitada, ou seja, cheia de ovos maduros. Uma só fêmea é capaz de colocar milhares de ovos, que irão eclodir em poucas semanas, se o ambiente for propício.

                               Esse parasita , apesar de passar grande parte de seu tempo de vida no animal, sai dele para fazer as mudas (ecdises) - passar de um estágio para outro:  vão da fase larvar até a idade adulta, em que podem reproduzir.  A fêmea engurgitada também deixa o animal (hospedeiro) para por os ovos.

  Por ocasião das mudas e da reprodução, sobem aos lugares altos (têm geo-tropismo negativo), escalando paredes, muros, árvores, telhados etc. e se esondem em frestas para, depois, retornar ao animal.

  Isso quer dizer que grande parte dos carrapatos  estão no ambiente e um tratamento comum, somente no animal, não funciona muito bem.  Em infestações mais antigas,  é preciso pulverizar o ambiente (principalmente os lugares altos), periodicamete. 

  Caso seja uma época de frio intenso, os carrapatos podem entrar em hipobiose (uma espécie de hibernação, onde não precisam se alimentar e não se movem), esperando por ocasião melhor - gostam de umidade e de calor, por isso são mais freqüentes no verão - a melhor época para a prevenção da infestação é o final da primavera (outrubro/novembro) e, no máximo, a entrada do verão em dezembro.

   Para auxiliar no tratamento, há alguns anos, foram lançados no mercado produtos de longa ação (alto poder residual), de até 60 dias de atuação e extremamente seguros, pois foram desenvolvidos especialmente para os cães e gatos.   São sprays ou vêm em veículo oleoso em ampolas,  que aplicados sobre a pele e o pelo seco do animal, formam um filme protetor contra o ataque de pulgas e carrapatos, impedindo que estes se alimentem.  É possível que se acabe com uma infestação moderada do ambiente apenas tratando o animal dessa maneira:  os parasitas acabam por morrer sem poder se alimentar.

   Agora, conhecendo bem esse arqui-inimigo dos nossos animais, podemos atacá-los com mais eficácia e segurança, tendo em mente que não apenas o carrapato em si, mas também sérias doenças que ele transmite,  devem ser erradicados do convívio de nossos cães.

 

 


 

 

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